terça-feira, 28 de agosto de 2012

Lei Rouanet (a lei de incentivo a cultura)

Conhecido por emprestar o nome à principal lei de incentivo à cultura no país, o diplomata, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras Sergio Paulo Rouanet, 78, diz que o mecanismo é uma "página virada" para ele e que ter sido secretário da Cultura do governo Collor (1990-92), durante o qual formatou a lei, foi um "equívoco". "Do ponto de vista dos meus interesses e da minha personalidade, foi um equívoco. Não era isso que eu queria fazer. Eu aceitei [o convite para o cargo]. Achei que poderia dar uma contribuição, mas não sou um homem da política, e sim um homem da reflexão", afirmou Rouanet à Folha, em rara entrevista, na última sexta-feira.  Ele não gosta de ser associado a sua principal criação e, por consequência, rejeita entrevistas sobre o tema. Em janeiro, ao ser procurado pela Folha em razão dos 20 anos da lei, disse que falaria sobre "qualquer coisa, mas sobre a Lei Rouanet não falo, nem adianta insistir".  Na última sexta, porém, aceitou conceder uma entrevista de cinco minutos (sem tema definido) após participar do ciclo de palestras "Mutações", no Sesc Vila Mariana.  A lei Rouanet consite em abatimento fiscal por parte de uma empresa, ou seja, parte do dinheiro que ela pagaria para o imposto de renda, ela pode, por lei, direcionar para um projeto cultural.

Em sua conferência, de quase uma hora, citou autores como Walter Benjamin (1892-1940) e Sigmund Freud (1856-1939) para tratar de temas como o fim das utopias, os conceitos de tempo e, coincidência ou não, o esquecimento do passado. Antes da entrevista, Rouanet foi abordado por duas mulheres que queriam lhe agradecer pela lei que ajuda a manter, há dez anos, um projeto delas sobre memória.  "Acho que o grande complexo de inferioridade do intelectual é o de se sentir inútil. Quando um intelectual consegue fazer coisas úteis, e acho que consegui fazê-las, isso dá uma grande alegria. Me sinto muito feliz", disse. Em 2011, as captações via Lei Rouanet alcançaram R$ 1,3 bilhão. Em 20 anos de vigência, foram captados R$ 9,1 bilhões para 31.125 projetos. 


Guiado pela tríade de Estado mínimo, combate à inflação e redução de gastos públicos, o governo Collor promoveu um desmonte na Cultura. O ministério virou uma secretaria ligada à Presidência, órgãos como Funarte e Embrafilme (que incentivava a produção cinematográfica do país) foram extintos, e 35% dos quase 5.000 funcionários da pasta, demitidos. A gestão do ex-presidente Collor, que deixou o poder em 1992, também pôs fim à Lei Sarney, que concedia benefícios fiscais para doadores e patrocinadores de projetos culturais. Rouanet assumiu o cargo numa espécie de pedido de trégua do governo para o setor cultural, que estava revoltado com as mudanças feitas por antecessores dele, como o cineasta Ipojuca Pontes. 

"Não me arrependo [de ter sido secretário do governo Collor], mas aquilo não correspondeu ao que eu sou. A minha vocação não é fazer política", reitera Rouanet. Sobre a lei de 1991 que leva seu sobrenome, admite que o mecanismo não conseguiu diminuir o peso estatal no fomento à cultura (como se planejava) -em 2011, a cada R$ 100 investidos via Lei Rouanet, apenas R$ 7,52 não saíram de cofres públicos. Atualmente, a Lei Rouanet está em vias de ser substituída pelo Procultura, projeto em tramitação no Congresso que, pelo texto atual, tenta reduzir a concentração regional de recursos (67% foram para o Sudeste em 20 anos de vigência da lei) e aumentar o poder do governo de definir para onde eles vão. Sergio Paulo Rouanet diz acompanhar as discussões do Procultura de vez em quando. "Gerei essa lei, mas o assunto não me interessa mais. É um capítulo encerrado, que foi bom enquanto durou", conclui. 

Fonte:
MATHEUS MAGENTA PARA FOLHA DE SÃO PAULO

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hooponopono

Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana (a tribo dos Kahunas). O método chama-se Ho´oponopono e consiste em ficar repetindo palavrinhas mágicas: Sinto muito, Me Perdoe, Sou Grato e Eu Te amo - É só isso sim. Simples neh? E Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo.

                                     
Já ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em nós. Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos. E Contemporâneo aqui é conseguir atravessar o mês de agosto, então dale hooponopono!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.


Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

   Texto contemporâneo retirado do Último discurso, do filme O Grande Ditador por Charles Chaplin - Curiosidade Niseniana: A mãe de Chaplin era esquizofrênica, talvez por isso ele seja tão sensível.
 "Paz na Terra a Todos os Seres".

O Pote de Bençãos

As pessoas sempre falam em bençãos, mas vamos entender seu verdadeiro significado. O que é Bênção? Vamos recorrer ao nosso melhor amigo de infância, o google: " De uma maneira geral, é uma expressão proferida oralmente constituindo de um desejo benigno para uma pessoa, grupo ou mesmo uma instituição, que pressupõe um efeito no mundo espiritual de modo a afetar o mundo físico, fazendo com que o desejo se cumpra. Existem variações e especificações conforme a religião. "

Pois bem contemporâneos, agora vamos bater tambor?  Começamos compartilhando com vocês um ritual de alquimistas. Coloque um Pote de Bençãos (imaginário ou não) ao lado de sua cama. E todos os dias antes de se deitar ponha dentro dele pelo menos uma benção que tenha acontecido com você no decorrer do dia. Você vai começar a praticar a Gratidão e muitas outras bençãos virá em sua direção. Namastê.

                    
  Sem a bênção de Deus qualquer esforço é em vão.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A razão por Leonardo Boff

A razão em sua fase de larva e de casulo

Quem leu meus últimos textos sobre ecologia e a situação dramática da Terra, colheu talvez a impressão de pessimismo. Não pode ser pessimista quem se dá conta dos reais riscos que pesam sobre nosso destino. Devemos honrar sempre a realidade. Mas, ao mesmo tempo, cumpre alargar a compreensão da realidade. Esta é maior do que se mostra pois o que é potencial nela é também parte do real. Há sempre uma reserva utópica, presente em todos os eventos. Se compreendermos a realidade assim enriquecida, não se justifica um pessimismo fechado, mas um realismo esperançador. Este capta a eventual irrupção do novo, escondido dentro do potencial e do utópico. Este novo faz então história e funda um outro estado de consciência e inaugura um ensaio social diferente.

Ademais, se tomarmos distância e medirmos nosso tempo histórico com o tempo cósmico, teremos mais razões ainda para a esperança. Se condensarmos num ano o tempo cósmico, os 13,7 bilhões de anos – a idade presumida de nosso universo – notaríamos que como humanos existimos há apenas uma pequeníssima fracção de tempo. Segundo cálculos do cosmólogo Brian Swimme, assim, a 31 de dezembro às 17.00 horas nasceram nossos antepassados pré-humanos. A 31 de dezembro às 22.00 horas entrou em cena o ser humano primitivo. A 31 de dezembro às 23 horas, 58 minutos e 10 segundos surgiu o homem de hoje chamado de sapiens sapiens. A 31 de dezembro às 23.00 horas, 59 minutos e 56 segundos nasceu Jesus Cristo. A 31 de dezembro às 23.00 horas 59 minutos e 59,2 segundos Cabral chegou ao Brasil.

Como se depreende, somos temporalmente quase nada.


Além disso, se tomamos em conta as 15 grandes dizimações que a Terra conheceu, especialmente, aquela do Cambriano, há 570 milhões de anos, na qual entre 75-90% do capital biótico desapareceu, verificamos que a vida sempre resistiu e sobreviveu. E se nos concentramos apenas no ser humano, sobreviveu sempre às muitas glaciações. Mais ainda, ocorreu um processo altamente acelerado de encefalização. A partir de 2,2 milhões de anos emergiram, sucessivamente, o homo habilis, erectus, e nos últimos cem mil anos, o homo sapiens, já plenamente humano. Seus representantes eram seres sociais, se mostravam cooperativos e manejavam a fala, característica humana. No arco de um milhão de anos, o cérebro destes três tipos de homo duplicou em volume. Após o aparecimento do homo sapiens, surgido há 100 mil anos, o cérebro não mais cresceu. Não havia mais necessidade, pois surgiu o cérebro exterior, a inteligência artificial que é a capacidade de conhecer, criar instrumentos e artefatos para transformar o mundo e criar cultura, característica singular do homo sapiens sapiens.

A partir do neolítico, cerca de dez mil anos atrás, surgiram as primeiras cidades que deram origem à cultura elaborada, ao estado, à burocracia e também à guerra. Começou também uma sistemática utilização da razão instrumental para dominar a natureza, conquistar e subjugar os outros. Obviamente lá estavam também outros tipos de razão como a emocional, a simbólica e a cordial, mas submetidas à regência da razão instrumental que desde então assumiu a hegemonia, até a sua culminância em nosso tempo, razão, a um tempo, criativa é também destrutiva. O processo da borboleta nos oferece uma sugestiva metáfora. A borboleta não nasce borboleta. Ela é no início um simples ovo que se transforma numa larva, devoradora insaciável de folhas. Depois ela se enrola sobre si mesma na forma de um casulo (crisálida). Dentro dele, a natureza tece seu corpo e desenha suas cores. Quando tudo está pronto, eis que se rompe o casulo e emerge esplêndida borboleta.

Nós estamos ainda no estágio de larva e casulo. Larva, porque, dia e noite, devoramos a natureza; casulo, porque fechados sobre nós mesmos, sem ver nada ao nosso redor. Qual a nossa esperança? Que a razão rompa o casulo e emerja qual razão-borboleta. Talvez a situação atual de alto risco force o nascimento da razão-borboleta. Ela esvoaça por ai, não é destrutiva mas cooperativa, pois poliniza as flores. Estamos ainda em gênese. Não acabamos de nascer. Nascidos, vamos respeitar e conviver com todos os seres. Teremos para sempre superado a fase de larva e de casulo. Como borboletas, seremos portadores da razão sensata que nos premia com um futuro sem ameaças.

Fonte: Leonardo Boff

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Bom Canário

O espetáculo Teatral "O Bom Canário" está em cartaz no Teatro Eva Herz na Livraria Cultura e é imperdível. Uma crítica pulsante a sociedade capitalista, ao machismo e ao comportamento padrão estabelecido (tudo que a gente adora!). A peça transita entre o humor e a loucura, o texto é de Zacharias Helm com tradução de Mauro Lima e Direção de Rafaella Amado e Leonardo Netto. Corram contemporâneos pois a temporada é curta.


Na foto destaque para os atores Joelson Medeiros no papel do escritor Jack,  Érico Brás interpreta o seu adorável Charlie que mesmo com sua total troca de valores não conseguimos deixar de gostar dele e a problemática Annie, interpretada com coragem por Flávia Zillo.



"Como artista, meu objetivo é investigar a condição humana. Acho que a melhor forma de fazer isso é apresentar personagens autênticos e deixar que se portem de modo autêntico." - Helm

Serviço:
Sábado 21h e Domingos as 19h no teatro Eva Herz.
Livraria Cultura do Conjunto Nacional - S.P.
Tel: 3170-4059

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Andy Warhol

Essa semana foi aniversário do artista Andy Warhol, ícone da pop art, se ele estivesse vivo faria 84 anos. Nascido Andrew Warhola; (1928-1987) foi um empresário, pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art. Um artista contemporâneo.


Aos 17 anos (em 1945), entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, e se graduou em design. Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harpers Bazar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. 


Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts. Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibe quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos é mostrada em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA(Museu de Arte Moderna). Em 1956 passa a assinar Warhol. Em 1987, ele foi operado à vesícula e a operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. 


"No futuro todos serão famosos durante quinze minutos, só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa."

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Esquadrão Trend

A hora e a vez da Tartaruga

'Com a primavera batendo a nossa porta, os tons solares já estão pedindo passagem' e trouxeram a tiracolo uma amiga contemporânea, a Tartaruga. Justo; afinal, a onça, a cobra, a vaquinha, todas já deram seu ar da graça na passarela e fizeram a cabeça das fashionistas de plantão. Até a zebra apareceu. A tartaruga demorou (vamos combinar; é da sua natureza neh?) mas não deixou por menos e resolveu reinvindicar seus direitos; e detalhe básico: ela chegou chegando e exigindo personalidade, e, consequentemente, estilo. E nós; estendemos tapete vermelho.


Quer garantir um resultado megachique? Use e abuse dos acessórios.


As cluchts continuam sendo as queridinhas da lista. 
Um charme a parte..
E diretamente do topo do olimpo, a diva Angelina Jolie fazendo a linha casual.Vamos combinar, mais chik que isso impossível.


"A moda sai de moda, o estilo jamais."
                                                                       Coco Chanel

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu.gênio indica

O nosso amigo Eugênio é o rei da reciclagem. E ele ligou hoje e disse: - Alô você que joga os potes de sorvete fora..Vamos reciclar? Olha que maravilha essa idéia de colocar os ex-potes de sorvete como organizador de gavetas. Não é o máximo? Reiventar é contemporâneo gente. As crianças vão amar ter vários potinhos coloridos no armário e a arrumação vai virar uma grande brincadeira, e pra quem é mãe de menino então..se joga nessa idéia que pode ser o prenúncio de um novo tempo, o tão sonhado fim da bagunça. Recicle-se!


    A preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença, uma das mais importantes é a reciclagem do lixo.